terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Ontem, 2ª feira: 7.392 leram o "Farpas"



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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Rui Bento no primeiro jantar do ano da Tertúlia "Valores e Tradições"


Rui Bento, director de Tauromaquia da empresa do Campo Pequeno, é na próxima quarta-feira, dia 17, o convidado do primeiro jantar do ano da Tertúlia "Valores e Tradições", presidida por Paulo Vacas de Carvalho.
O jantar, como manda a tradição, decorrerá no restaurante do Jockey Clube, na Sociedade Hípica Portuguesa, em Lisboa.

Foto Maria Mil-Homens


Enrique Ponce máximo triunfador da Feira de Manizales


O Maestro Enrique Ponce foi eleito máximo triunfador da Feira Taurina de Manizales, na Colômbia, tendo sido galardoado com o prestigiado troféu "La Catedral" (foto), anualmente atribuído pelo jornal "La Prensa". Foram ainda premiados a ganadaria de Santa Bárbara e o diestro Ramsés, como autor da melhor estocada da feira.
Na sua página oficial da rede social Facebook, Enrique Ponce escreveu: "Não tenho palavras para expressar o que senti ao ganhar a minha quinta Catedral de Manizales, como triunfador da Feira/2018. Obrigado, Manizales da minha alma!".

Foto D.R.


V. Franca: Tauroleve desmente contencioso com Provedor da Santa Casa

Ricardo e Rui Levesinho, membros da empresa Tauroleve e, em baixo, o Provedor
da Santa Casa de Vila Franca, Comandante Carlos Dias

A empresa Tauroleve desmente a existência de quezílias e muito menos de qualquer tipo de contencioso entre o empresário Ricardo Levesinho (na foto de cima, com seu irmão Rui) e o Comandante Carlos Caetano Dias (foto ao lado), Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca de Xira, entidade proprietária da praça de toiros "Palha Blanco", que vai agora a concurso.
Esse eventual diferendo poderia colocar em desvantagem a Tauroleve no concurso que vai ser disputado a partir da próxima sexta-feira, data limite para a entrega de propostas concorrentes à adjudicação da praça de Vila Franca por dois anos e um terceiro de opção.
"No máximo - esclarece-nos Rui Levesinho, membro da equipa empresarial liderada por seu irmão Ricardo - existiu uma troca de ideias aquando do último concurso, mas através do respeito e da transparência que ambos têm um pelo outro, pois são pessoas com personalidade, mas de valores".
Antes assim.

Fotos Maria Mil-Homens e Emílio de Jesus


Ontem, domingo: 8.490 leram o "Farpas"



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domingo, 14 de janeiro de 2018

Encerrona de João Telles: "Nené" esclarece


António Manuel Cardoso "Nené", apoderado do cavaleiro João Ribeiro Telles, esclarece que a noticiada encerrona do toureiro não passa, para já, de um sonho e que ainda não tem data nem praça marcadas. "Pode ocorrer esta temporada, em que o João comemora dez anos de alternativa, como pode acontecer só na de 2019, neste momento nada está delineado e é apenas um sonho do toureiro", explica.
João Telles inicia a temporada actuando a 10 de Março no Festival Taurino da Granja (concelho de Mourão).

Foto D.R.

Vamos apoiar o novilheiro João D'Alva!


Irá realizar-se de 9 a 11 de Março, um evento taurino de Angariação de Fundos para o novilheiro português João D'Alva, aluno da Escola "José Falcão" de Vila Franca.
O evento irá decorrer no Salão Nobre do Barrete Verde de Alcochete, e conta com uma série de iniciativas visando o lucro a favor do jovem toureiro.
Entre as iniciativas previstas, conta-se uma exposição sobre o toureiro, um colóquio, um jogo de futebol, sevilhanas, flamenco, folclore, almoços de convívio, demonstração de toureio, leilão de fotografias, entre outras.
Em breve, será divulgado o programa oficial deste evento.

Foto D.R.

Ponce e "El Juli": delírio em Manizales

Os dois toureiros sairam ontem em ombros da praça de Manizales
Enrique Ponce simulando a estocada ao seu primeiro toiro, que indultou
"El Juli" obteve as duas orelhas do seu segundo toiro. Em baixo, um cartaz
onde se lia: "Não somos assassinos, somos aficionados taurinos"

Enrique Ponce e "El Juli" provocaram ontem o delírio na praça de toiros colombiana de Manizales na última corrida da sua 63ª temporada taurina. Os dois actuavam mano-a-mano e sairam em ombros juntamente com o ganadero.
Enrique Ponce indultou o seu primeiro toiro, de nome "Canário", da ganadaria de Ernesto Guriérrez como os restantes, todos eles aplaudidos no arraste, obtendo simbolicamente as duas orelhas; no segundo cortou também duas orelhas e no terceiro deu volta ao ruedo
Julián López "El Juli" foi ovacionado no primeiro e no terceiro e obteve as duas orelhas do seu segundo toiro.
A praça esgotou a lotação.

Fotos Rodrigo Urrego B./aplausos.es

Salamanca rendeu homenagem à memória de Júlio Robles

Amigos e familiares renderam ontem homenagem à memória de Júlio Robles
no 17º aniversário da sua morte
Programa da apresentação de Júlio Robles em Portugal, no Campo Pequeno,
um mês depois da sua alternativa, em Agosto de 1972


Salamanca rendeu ontem homenagem à memória do matador de toiros Júlio Robles (foto ao lado), no 17º aniversário da sua morte.
O Ayuntamiento de Salamanca e a Federación de Peñas Taurinas da cidade espanhola levaram a efeito a habitual homenagem ao toureiro junto à estátua que perpectua a sua memória frente a La Glorieta, a praça de toiros local.
No acto participaram, entre muitos amigos e aficionados anónimos, o alcalde da cidade, Alfonso Fernández Mañueco, três das irmãs do toureiro e diversos representantes do mundo taurino, como os matadores de toiros Santiago Martín "El Viti" e Pedro Gutiérres Moya "El Niño de la Capea".
A Banda Municipal de Música tocou pasodobles, com destaque para o "A la memória de Júlio Robles".
Júlio Robles, natural de Fontiveros, Ávila, mas desde cedo radicado em Salamanca, tomou a alternativa a 9 de Julho de 1972 na Monumental de Barcelona, sendo padrinho Diego Puerta e Paco Camino a testemunha. Nesse ano, a 3 de Agosto, fez a sua apresentação no Campo Pequeno ao lado de "Paquirri", dos cavaleiros Manuel Conde e Luis Miguel da Veiga e dos Forcados Amadores de Évora, com toiros de Cabral Ascenção.
Confirmou a alternativa em Madrid a 22 de Maio de 1973 ao lado de António Bienvenida e Palomo Linares. Saíu em ombros pela porta grande de Las Ventas em três ocasiões, 1983, 1985 e 1989.
A 13 de Agosto de 1990 foi gravemente colhido em Béziers, França, ficando tetraplégico e vindo a falecer a 14 de Fevereiro de 2001.

Fotos La Gaceta de Salamanca e D.R.

Ontem, sábado: 7.947 leram o "Farpas"



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sábado, 13 de janeiro de 2018

Ginés Cartagena (e não Manzanares) no Festival da Granja


Será Ginés Cartagena (foto) e não Manuel Manzanares, como se anunciou, o rejoneador espanhol a participar no Festival Taurino de 10 de Fevereiro na Granja (Mourão), esclarece o apoderado Julián Alonso.
A restante composição do cartel é a mesma que estava anunciada: Rui Fernandes, Sónia Matias, Filipe Gonçalves, João Telles e o praticante António Prates.
Pegam os forcados de S. Manços e da Póvoa de S. Miguel e lidam-se novilhos-toiros de Pinto Barreiros.

Foto D.R.


"Nené" e Levesinho: "duelo" pela "Palha Blanco"

O anúncio publicado dia 4 no "Correio da Manhã" dando conta da abertura do
concurso e, em baixo, os dois principais candidatos à "Palha Blanco", "Nené"
e Ricardo Levesinho


A próxima sexta-feira, dia 19, é a data limite para a entrega das propostas dos candidatos à adjudicação da praça de toiros de Vila Franca de Xira, sendo as mesmas abertas e tornadas públicas pelas 16h30.
Apesar do já conhecido interesse de alguns outros empresários pela "Palha Blanco", tudo aponta para que o "duelo" seja entre António Manuel Cardoso "Nené" (empresa Toiros & Tauromaquia) e Ricardo Levesinho (Tauroleve), ambos na foto ao lado.
Levesinho tem um contensioso com o Provedor da Santa Casa da Misericórdia (proprietária da praça), Comandante Carlos Caetano Dias, desde o último concurso para adjudicação da praça, quando esta lhe foi retirada e entregue ao anterior gestor, Paulo Pessoa de Carvalho (que não se vai recandidatar). Contudo, joga em seu favor a obra feita nos anos anteriores ao leme da "Palha Blanco" e é um candidato querido e estimado pela aficion vilafranquense. Diz-se que se vai "candidatar em força" e "com argumentos para ganhar".
António Manuel Cardoso "Nené", o decano dos empresários taurinos nacionais em actividade, tem a seu favor o facto de já ter gerido a praça de Vila Franca com sucesso, nos tempos em que estava associado a Rogério Amaro, podendo a sua candidatura ser considerada "uma lufada de ar puro" e um "sinal de mudança" e de "uma nova era" na "Palha Blanco". Diz-se também que vai apresentar "uma proposta irrecusável" e com "um cartel monstro" para a corrida mista do Colete Encernado, além de projectos inovadores para a Feira de Maio e para a de Outubro.
Enorme expectativa rodeia este concurso. Vamos esperar por sexta-feira para conhecer as propostas concorrentes e aguardar depois pela decisão da Santa Casa.

Fotos M. Alvarenga e Ricardo Relvas




João Ribeiro Telles: encerrona no ano do 10º aniversário da alternativa


João Ribeiro Telles vai esta temporada encerrar-se pela primeira vez com seis toiros na comemoração dos seus dez anos de alternativa. A praça não está ainda escolhida, mas pode ser numa feira de final de época, segundo o seu apoderado "Nené".

Foto D.R./@João R. Telles


Temporada ganha forma na Terceira: corrida mista a 22 de Julho


Para além da Feira Taurina das Sanjoaninas (segunda quinzena de Junho) e da corrida das Festas da Praia da Vitória (6 de Agosto), a Monumental da Ilha Terceira, em Angra do Heroísmo, será este ano palco de uma corrida mista no dia 22 de Julho, que está a ser organizada pelo histórico empresário local António Pontes.
Serão lidados três toiros de Rego Botelho e três da Casa Agrícola José Albino Fernandes e o cartel será composto por dois cavaleiros (João Pamplona e provavelmente Luis Rouxinol) e um matador de toiros, bem como um grupo de forcados (Tertúlia Terceirense).

Foto Tertúlia T. Terceirense

Paulo Pessoa de Carvalho inicia "travessia do deserto"


Agastado com os problemas ocorridos na última Feira de Outubro em Vila Franca de Xira, Paulo Pessoa de Carvalho vai abandonar (provavelmente apenas temporariamente) a actividade empresarial taurina, dedicando-se apenas à realização de eventos sociais e culturais.
O presidente da Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos e também da Federação Protoiro não se recandidatará à adjudicação da praça "Palha Blanco" e abandona também a gestão da praça da Chamusca.

Foto Emílio de Jesus

Campo Pequeno: vem aí o Chocolate!



Três corridas esta temporada na Monumental de Coruche


A empresa De Caras, Tauromaquia, Lda., gerida por Alfredo Tomás e Carlos Travassos, realizará esta temporada três espectáculos taurinos na Monumental de Coruche.
A temporada abrirá a 27 de Maio com a corrida da Ficor-Feira Internacional da Cortiça, seguindo-se uma corrida nocturna a 7 de Julho e a tradicional corrida de 17 de Agosto, por ocasião das Festas em Honra de Nossa Senhora do Castelo.

Foto M. Alvarenga


Ajalvir (Madrid): apresentados os cartéis da primeira feira taurina do ano em Espanha


Ricardo Relvas (correspondente em Espanha) - Foram apresentados no Salão de Actos da Casa da Cultura de Ajalvir (Madrid) os cartéis da Feira Taurina de San Blas, primeira da temporada espanhola, composta por uma corrida de toiros e uma novilhada nos dias 27 e 28 deste mês de Janeiro.
Sánchez Vara, Joselillo e David Galván, com toiros de António López Gibaja, compõem o elenco da corrida de dia 27, enquanto que os novilheiros Alejandro Rodríguez, Álvaro Burdiel e Juan José "Villita" enfrentam novilhos da mesma ganadaria.
Outros festejos populares completam este ciclo: uma Classe Prática a 4 de Fevereiro com os mais destacados alunos da Escola de Tauromaquia de Madrid; e os tradicionais encierros a 10 e 11 de Fevereiro.

Pablo Hermoso aplaudido no arranque da segunda metade da campanha mexicana


Pablo Hermoso de Mendoza foi aplaudido nos seus dois toiros na corrida mista celebrada ontem em praça portátil em Arandas (Jalisco), que marcou o arranque da segunda parte da sua campanha no México.
Alternou com os matadores Jerónimo  (silêncio e palmas) e Fermín Espinosa "Armillita IV" (orelha e duas orelhas), que saíu em ombros. Lidaram-se a cavalo toiros de Campo Hermoso e a pé de San Marcos.

Foto aplausos.es


10 de Fevereiro: "cartelazo" no Festival da Granja


Rui Fernandes, Sónia Matias, Filipe Gonçalves, João Ribeiro Telles, o rejoneador espanhol Manuel Manzanares e o praticante António Prates, bem como os grupos de forcados de São Manços e da Póvoa de S. Miguel, compõem o cartel do Festival Taurino que a 10 de Fevereiro se realiza na praça alentejana da Granja (Mourão), espectáculo que é promovido pela Junta de Freguesia local - anuncia o site toureio.pt.
Lidam-se novilhos-toiros de Pinto Barreiros.

Foto D.R.


Ontem, 6ª feira: 7.841 leram o "Farpas"


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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Rogério Amaro: "Éramos diferentes! Hoje não há categoria na tauromaquia..."

Ontem, ao jantar na Taberna Saudade, em Lisboa: a famosa dupla de empresários
taurinos Rogério Amaro e António Manuel Cardoso "Nené" com Miguel Alvarenga.
Uma noite de recordações. "Quando nos juntamos, parece a RTP Memória...",
dizem eles
Agosto de 1984 no Hotel Alfa, em Lisboa, na ceia da alternativa de Rui Salvador,
fotografados por Patrício Estay: Miguel Alvarenga, José Mestre Batista e os seus
últimos apoderados, Rogério Amaro e "Nené"
Numa das suas raras aparições numa praça de toiros, no ano passado, com a
neta em Salvaterra de Magos na Tourada Real
Com Joaquim Bastinhas, de quem foi apoderado durante dezasseis anos e
Fernando Martins, antigo presidente do Benfica
Intergando uma selecção de Forcados portugueses em 17 de Junho de 1979 na
Monumental do México. Rogério Amaro é o quarto, em pé, a contar da esquerda,
acompanhado por António Manuel Barata Gomes, Silvino Bento, Francisco Costa
Montezo, Fernando Hilário, Carlos Serra (atrás) e "Machinó" (à direita, na foto,
entre o crítico Palma Fialho e o bandarilheiro Amâncio Grilo). Também na foto,
o crítico José António Lázaro e o embolador José Paulo (atrás deste).  De joelhos,
os também forcados Armando Ferreira e José Luis Figueiredo
Rogério Amaro fardado em Junho de 2014 na Monumental do Montijo, com
António Sécio e José Luis Figueiredo - três ex-cabos do GFA do Montijo na
corrida de comemoração do aniversário do grupo

Miguel Alvarenga - “É verdade que o bichinho continua cá dentro e às vezes sinto vontade e necessidade de voltar, mas já não tenho pachorra. O nosso tempo era outro, hoje está tudo diferente e as coisas não estão fáceis, é mais complicado” - as palavras são do histórico empresário taurino Rogério Amaro numa entrevista em 2010 ao jornal “Farpas”, um ano depois de se ter separado de Joaquim Bastinhas (que apoderou ao longo de dezasseis anos) e de ter abandonado por completo o mundo tauromáquico.
“Se um dia voltar, só volto em grande!”, dizia na altura, depois de durante vinte e um anos ter gerido a empresa Toiros & Tauromaquia com António Manuel Cardoso “Nené”, chegando num ano a estar à frente de treze praças de toiros, incluindo a de Angra do Heroísmo, nos Açores.
Oito anos depois desta entrevista ao “Farpas”, Rogério Amaro, que também foi cabo do Grupo de Forcados Amadores do Montijo e apoderou inúmeros toureiros (além de Bastinhas, foi apoderado, com "Nené", de João Ribeiro Telles, Paulo Caetano, João Salgueiro e Vitor Mendes e também de José Mestre Batista, entre outros mais), jantou ontem comigo e com o seu antigo sócio “Nené” em Lisboa, na Taberna Saudade, e não se afastou um milímetro do que me disse  nessa referida entrevista:
“Continuo a ser aficionado, obviamente, leio as revistas taurinas, vejo o ‘Farpas’ de vez em quando, não sou muito dado a coisas da internet, faz-me falta o jornal impresso, falo com um ou outro amigo dos toiros, mas continuo afastado, já lá vão uns bons anos e nem muitas corridas vejo. Foram muitos anos a ver sempre os mesmos toureiros…”.
Aos 70 anos de idade, Rogério Amaro está hoje dedicado exclusivamente à sua empresa transitária e dá-se ao luxo de gozar os fins-de-semana no seu refúgio em Salvaterra de Magos, de onde é natural, “um palacete que ali construí e onde desfruto da companhia das minhas três netas”. Voltar aos toiros como empresário continua completamente fora de questão:
“Eu hoje não sei falar, não saberia dialogar, com esta nova gente que manda no mundo dos toiros. Salvo raríssimas excepções e nem vale a pena apontá-las, são pessoas que não têm nada a ver com a minha forma de ser. Apoderei vários toureiros e sempre houve diálogo com os empresários. E vice-versa, fui empresário e sempre houve diálogo com os apoderados e os toureiros. Hoje em dia está tudo mudado, está tudo ao contrário…”.
E explica:
“Sei de casos, por exemplo, de toureiros que são contratados por três mil euros e quando a corrida chega ao fim o empresário diz ao apoderado: ‘Só há mil e quinhentos, se quiser, quer, se não quiser, paciência’. Isto é incrível. Mas é o estado a que deixaram chegar a nossa Festa. Não tem a ver comigo, não tem a ver com o meu feitio, eu não era capaz de andar hoje nos toiros assim…”.
“Só num ano gerimos treze praças, incluindo a de Angra, na Ilha Terceira. Estávamos à frente, entre outras, das praças da Moita, de Santarém, de Évora, de Alcochete, do Montijo, de Cascais, de Salvaterra, de Moura, de Portalegre… mandávamos nisto tudo”, graceja “Nené”. E Rogério apressa-se a corrigir:
“Não mandávamos. Era diferente. Tínhamos prestígio, que é outra coisa bem mais importante. Mandar é uma coisa distinta e nos dias de hoje, quem manda tem aquela sensação de quero, posso e mando. Nós ‘mandávamos’ sem maldade, o que tínhamos era prestígio. Pagávamos o que se combinava, tínhamos crédito junto de ganaderos, não pedíamos descontos aos toureiros e se uma corrida corria menos bem e éramos obrigado a pedir uma redução no cachet combinado, na corrida seguinte pagámos mais para compensar e as coisas acabavam por ficar ela por ela. Não devíamos um tostão a ninguém, cumpríamos sempre com o que tínhamos acordado. Eram outros tempos. Havia senhorio na Festa, havia glamour, havia carisma e havia dignidade e categoria. Comíamos nos melhores restaurantes, os nossos toureiros vestiam-se nos melhores hotéis, andávamos de Alfa Romeo, os toureiros ganhavam dinheiro e nós, empresários, trazíamos sempre para casa uma mala cheia de dinheiro. Ganhámos muito dinheiro e demos muito dinheiro a ganhar aos toureiros, aos ganaderos e a todos, bebiam-se muitos copos, mas sabíamos comportar-nos... Eram outros tempos, hoje tudo mudou…”.
E recorda:
“O ‘Nené’ trocava de carro quando queria…”.
E o ex-sócio confirma:
“É verdade! Hoje não se ganha dinheiro… tenho o mesmo automóvel desde 2003…”.
E as recordações vão surgindo ao longo do nosso jantar. Fala Rogério:
“O Bastinhas ia ao Campo Pequeno e cobrava dez mil euros, era o que ganhava mais a seguir ao Moura. No tempo em que apoderámos o João Salgueiro, pagávamos mil e quinhentos contos ao Moura e mil e duzentos e cinquenta ao Salgueiro. O João Salgueiro foi um toureiro do caraças, tinha um par de tomates do outro mundo e estava muito bem montado. Teve épocas enormes. E nós pusemos os toureiros a ganharem dinheiro. Hoje, vão aqui e ali ao preço da uva mijona e é se querem, porque senão ficam em casa. Deixou de haver senhorio na tauromaquia, deixou de haver categoria, hoje é tudo de qualquer maneira e nada disto tem a ver comigo, connosco, com o nosso tempo…”.
“Não me compete a mim fazer críticas a este gente nova que comanda a Festa, até porque já estou afastado há anos, mas a verdade é que isto já não tem absolutamente nada a ver comigo. Não tenciono voltar, mas se voltasse garanto que fazia tudo diferente do que hoje fazem…”, afirma.
E acrescenta:
“O Campo Pequeno tem uma estrutura empresarial à antiga, o Rui Bento e a actual administradora têm feito um trabalho notável, o ‘Nené’ e poucos mais continuam a defender uma forma de ser empresário que era a do nosso tempo, mas a verdade é que a maioria das praças está nas mãos de gente nova que vive e sente o negócio taurino de uma forma muito distinta daquela com que eu me identificava e realizava. Nós éramos diferentes… Inventavam-se, ou antes, criavam-se acontecimentos, demos as corridas de ‘A Capital’ e outras, que foram inovações na época, montavam-se cartéis apelativos e com interesse, o público enchia as praças, os toureiros andavam com dignidade e ganhavam dinheiro e nós, empresários, volto a dizer, vínhamos para casa com uma mala cheia de dinheiro. Perdia-se 10, ganhava-se 100… hoje, ganham 10 e perdem 100…”.
E mais:
"Havia críticos taurinos a sério. Eram homens conhecedores e de respeito. Hoje em dia até me aflige e me incomoda ler, quando leio, o que se escreve por aí nesses muitos sites, alguns são só de fotografias e os que têm escrita... meu Deus! Existe hoje uma nova classe de pretensos críticos taurinos que não só não entendem nada, não sabem do que escrevem, como pensam que são sábios... Compram uma máquina fotográfica digital e pedem senhas para as trincheiras...".
“Quando saí da nossa empresa Toiros & Tauromaquia, que formei com o ‘Nené’ em 1983 ou 1984 e que gerimos durante vinte e um anos, muita gente pensava que nos tínhamos zangado… mas isso nunca aconteceu. Somos amigos para a vida e a prova está em que aqui estamos a jantar e se algum dia voltasse, seria sempre em sociedade com ele. Abandonei porque estava farto, estava cansado e precisava de tempo para a minha empresa e para a minha família. Depois de abandonar a empresa, ainda continuei como apoderado do Bastinhas e mais tarde geri a empresa do cavaleiro João Pedro Cerejo, mas há uns quinze anos afastei-me de vez e hoje em dia até vou a poucas corridas. Mantenho-me informado, leio a imprensa taurina, assino a revista ‘Aplausos’ e o ‘Novo Burladero’ e pouco mais. E tenho uns almoços ou jantares de vez em quando com alguns amigos dos toiros, mais nada…”, diz Rogério Amaro, a terminar.
O jantar durou até às tantas e foi um recordar de memórias que davam para encher um livro. Ou dois, ou mais.
“Quando nos juntamos, isto parece a RTP Memória…”, diz “Nené”, em jeito de remate.

Fotos D.R., Patrício Estay, Maria Mil-Homens, Emílio de Jesus e M. Alvarenga


Juan del Álamo doou traje da saída em ombros de Madrid ao Museu de Salamanca



O matador de toiros salmantino Juan del Álamo doou hoje ao Museu Taurino de Salamanca o traje de luces branco e prata que vestia na tarde de 8 de Junho do ano passado, quando pela primeira vez saíu em ombros da Monumental de las Ventas, em Madrid.
O acto contou com as presenças do conselheiros de Cultura e Turismo do Ayuntamiento de Salamanca, Júlio López Revuelta.

Fotos Ima Sánchez/aplausos.es


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Não perca hoje: declarações de Rogério Amaro sem papas na língua!

Rogério Amaro em 2009 no Campo Pequeno com os últimos toureiros de quem
foi apoderado, Joaquim e Marcos Bastinhas. E em baixo, com o seu antigo sócio
António Manuel Cardoso "Nené", ontem em Lisboa, ao jantar, na Taberna Saudade

A não perder, mais logo, aqui no "Farpas", declarações bombásticas do antigo e histórico empresário Rogério Amaro (à esquerda, na foto), que durante vinte e um anos geriu a empresa Toiros & Tauromaquia com António Manuel Cardoso "Nené" (à direita), chegando numa temporada a estar à frente de treze importantes praças de toiros e foi apoderado de inúmeros toureiros, os últimos dos quais Joaquim Bastinhas e seu filho Marcos Bastinhas, de quem se separou em 2009, afastando-se completamente do meio.
"Só voltaria em grande!", dizia em 2010 numa entrevista ao jornal "Farpas". Oito anos depois, afastou por completo essa hipótese: "Não tenho nada a ver com esta gente de hoje dos toiros, nem sei como falaria com eles...".
Não percam!

Foto D.R.



Fotografia Taurina: Colóquio na Azambuja no próximo dia 27



"Fotografia Taurina - Momentos vividos... momentos guardados" é o tema de um interesante colóquio promovido pela Tertúlia "Festa Brava" e que no próximo dia 27 (sábado, às 18h30) vai ter lugar no Auditório Municipal na Azambuja.
Serão intervenientes os repórteres taurinos Duarte Chaparreiro, Maria João Mil-Homens, Fernando Clemente e Pedro Batalha e o debate vai ser moderado por Miguel Alvarenga.
Segue-se ao colóquio um jantar (20 horas) no restaurante "O Picadeiro", podendo as reservas ser feitas até ao próximo dia 24 pelos telfs. 912 080 276 e 263 402 170.

Foto D.R.

Évora e Alcochete: as datas da empresa "Toiros & Tauromaquia"


António Manuel Cardoso "Nené" (foto), gerente da empresa Toiros & Tauromaquia, o decano dos empresários taurinos nacionais em actividade, realizará este ano seis festejos na praça de Évora e anunciou também ao "Farpas" as datas das três corridas que compõem, em Agosto (12, 14 e 16) a tradicional Feira de Alcochete.
Além destas duas praças, que gere há já vários anos, "Nené" é um dos fortes candidatos à adjudicação da praça vilafranquense "Palha Blanco", de que já foi destacado empresários nos tempos em que estava associado a Rogério Amaro. Para Vila Franca, o popular empresário tem já elaborados "grandes projectos" e um "cartel monstro" para a corrida mista do Colete Encarnado...
Em Évora, a temporada vai abrir a 31 de Março com a Gala do Moço Forcado. Diz "Nené":
"Dignificando o nome desta empresa e fazendo jus ao carácter que tem demonstrado ao longo destas épocas, iremos continuar com este evento que nasceu na Arena d'Évora e que tanto a dignifica como Catedral do Forcado. A Gala do Moço Forcado foi um projecto continuado pela empresa Toiros & Tauromaquia, porém não o quis realizar sem antes cumprir com o prometido ao grupo de forcados vencedor da última edição. Cumprida essa promessa, tentou-se realizar este evento na última temporada, mas tal não foi possível concretizar, por não ter conseguido marcação da data junto da Câmara Municipal de Évora. Este ano, será!".
Em Évora haverá depois corridas de toiros a 20 de Maio (59º Concurso de Ganadarias), 29 de Junho (Corrida de S. Pedro), 8 de Setembro, 29 de Setembro (Corrida do Clube de Rugby de Évora) e a 28 de Outubro (Corrida da Vinha e do Vinho).
Na praça de Alcochete, por ocasião das tradicionais Festas do Barrete Verde e das Salinas, a empresa Toiros & Tauromaquia anuncia três corridas: 12 de Agosto (36º Concurso de Ganadarias), 14 e 16, podendo nesta última participar Pablo Hermoso de Mendoza e ser a apresentação em Portugal de seu filho, Guillermo Hermoso de Mendoza.
"Como empresário mais antigo do país, é com muita honra e orgulho que organizo este ano os dois Concursos de Ganadarias mais antigos do panorama taurino nacional", congratula-se o empresário.

Foto Emílio de Jesus

Nova empresa "Toiros & Campo" de António Vasco arranca na Vidigueira a 12 de Maio


A nova empresa tauromáquica Toiros & Campo, de António Pedro Vasco (foto), cabo do Grupo de Forcados Amadores da Amareleja (que esta temporada comemora o seu 15º aniversário) iniciará a sua actividade com a realização de um Festival Taurino a 12 de Maio na Vidigueira, onde não se realizam festejos taurinos há dez anos.
O cartel será de cinco cavaleiros e, provavelmente, cinco grupos de forcados.
António Vasco, que já organizou várias corridas em anos anteriores e também já foi apoderado de diversos cavaleiros, pretende ainda nesta temporada concorrer à adjudicação das praças da Amareleja e de Alpalhão, podendo não se ficar por aqui...
Em breve pode haver novidades...

Foto D.R.

Protoiro reúne com Ministério da Cultura



A Protoiro – Federação Portuguesa de Tauromaquia reuniu no passado dia 10 de Janeiro com o Ministério da Cultura, que tutela o sector da Tauromaquia.
A reunião teve como objectivo abordar vários temas relevantes para o sector, tendo sido discutido o desenvolvimento de projectos de valorização do património material e imaterial da cultura tauromáquica e apoios à criação artística, além da necessidade do regresso da taxa de IVA do sector cultural para a taxa reduzida, como forma de potenciar a economia cultural portuguesa e a economia taurina em particular.
Houve ainda oportunidade para fazer um ponto de situação do projecto vencedor do Orçamento Participativo de Portugal, "Tauromaquia, Património Cultural de Portugal" e para abordar o plano estratégico para o sector que a Protoiro está a elaborar, além da necessidade de aumentar a visibilidade da cultura tauromáquica nos canais oficiais do Turismo de Portugal. 

As recentes propostas parlamentares do BE, PAN e Verdes (chumbadas) e que pretendiam discriminar o IVA dos artistas tauromáquicos e a presença das transmissões televisivas de touradas na RTP foram também temas discutidos na reunião.
A Protoiro considera que a reunião foi produtiva e pretende dar continuidade a um diálogo construtivo com o Ministério da Cultura, potenciando deste modo a atenção merecida por parte da tutela a uma área tão relevante da cultura portuguesa.

Foto D.R.